Osteopatia Clássica
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Princípios da Filosofia Osteopática

Littlejohn recordou-nos de que a Ordem é a lei da vida, e que a Harmonia é o princípio da arquitetura do corpo e das atividades corporais. Qualquer realidade que impulsione esta ordem e harmonia para uma condição de doença é uma causa fértil da mesma. Neste contexto empregamos a palavra “lesão” ou “disfunção” para indicar algum “desvio” nos tecidos ou órgão do corpo fora do habitual. Um osso deslocado, um músculo contraído, contraturado, tetanizado, ou um órgão atópico podem formar a base de uma lesão desta etiologia, conduzindo a vários tipos de complicações, envolvendo especialmente os fluidos do corpo: sangue, linfa e a força nervosa que representam a energia do homem e que controlam os tecidos do corpo.

O corpo humano não é uma máquina, mas sim um mecanismo vital que está sujeito à lei mecânica. Isto quer dizer que é o suporte do peso e das linhas de tensão presentes no organismo vivo, na medida em que estão presentes em todos os objetos neste plano terrestre. Paralela, não paralela e curva, as linhas são arbitrárias em operação, possuindo uma direção e magnitude que só serão recusadas em detrimento do corpo e nenhuma quantidade de tratamento corretivo será suficiente em muitos casos, se o stress ou tensão permanecer.

Segundo Littlejohn

“A Osteopatia pode ser definida como um sistema, ou ciência de cura, que utiliza os recursos naturais do corpo para o ajustamento da sua estrutura, no intuito de estimular a preparação e distribuição dos fluidos e forças do corpo, e para promover a cooperação e harmonia no mecanismo do mesmo. No entanto, não devemos considerar o corpo como uma máquina, mas como um mecanismo vital.”

Em conformidade com as nossas bases

“Osteopatia não é manipulação. A Lesão Osteopática é fisiológica e não anatómica. A chave para o sucesso é encontrada no Ajuste, não na correção: a correção é impossível no organismo vivo. Clinicamente, a ação é dirigida conjuntamente a todos os tecidos do corpo, empregando os membros como alavancas longas, direcionadas para a coluna apenas com articulações suaves.

Não é possível ajustar o anormal ao normal, o que significa que o tratamento local permanece local, sem efeitos gerais ou permanentes. Só poderemos reverter tal ponto de situação através de um processo de integração que comece no ponto disfuncional mais distante do local primário de lesão (reflexo do estado de homeostasia permanente de qualquer mecanismo vital), representando a última lesão, revertendo assim a última perturbação até à primeira.

A perda da integridade e perda de equilíbrio no corpo devem-se a um desequilíbrio entre o sistema nervoso central e simpático e à inter-relação adequada entre as leis da estática e da dinâmica do corpo. Estes dois principais “motores” representam a base da Osteopatia Clássica.”

“Existe apenas uma osteopatia, a única forma é através do processo de INTEGRAÇÃO”
John Wernham

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